Foto: EBC

Não há crescimento econômico sem investimento. E não há investimento sem poupança interna.

Quanto a esta, existe a poupança do governo, a dos negócios – incluídos aqui os bancos – e a das pessoas.

Quando olhamos para o mundo, vemos que a China tem uma taxa de poupança das pessoas de 47%. Isso mesmo, de cada U$ 100 que um chinês ganha ele poupa U$ 47.

E todos poupam; 100%. Não é por outra razão que a China cresce acima de 7% ao ano há 20 anos.

Agora, vamos trazer isso aqui para o Brasil. O governo não poupa, já que tem déficit nas suas contas. Os empresários estão travados num país com regras débeis em relação ao longo prazo. Já os bancos têm poupança, mas preferem emprestar para o curto prazo para não correr riscos.

E o cidadão comum? Bem, do total de brasileiros com renda, só 16% conseguiram poupar em fevereiro, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito.

O valor médio poupado foi de R$ 498,81. Mas, pasmem, ouvintes, 60% é direcionado para a caderneta de poupança, 16% deixam o dinheiro parado na conta e outros 20% deixam o dinheiro em casa, correndo riscos de serem roubados.

Perceberam os dois grandes erros: primeiro, o brasileiro não poupa. Segundo, os que poupam investem mal, ou não investem.

Por isso, educação  financeira e previdenciária é vital num país como o Brasil, que além disso tem a maior taxa de juros do mundo e as pessoas compram a prestação.

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