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Terrazza Panorâmico

Um ouvinte vendeu um imóvel por R$ 500 mil e me pergunta no que investir.

Olha, estamos numa encruzilhada.

O Brasil pode surpreender e mudar de patamar. Há muita liquidez no mundo e nenhum lugar para investir com tanta oportunidade e retorno financeiro como aqui. Só precisamos passar a imagem de responsabilidade fiscal, e isso depende de aprovar a reforma da previdência.

Agora, se não for aprovada, não haverá investimentos. Preparem-se para muito mais desemprego, menos consumo e recessão.

Como o Congresso foi renovado, e o modo de agir do Executivo com o Legislativo mudou, eliminando o toma lá dá cá, tudo pode acontecer.

Assim, é hora de feijão com arroz e não de filé mignon.

Eu aplicaria nesta cesta: títulos públicos LFT e NTNB. A LFT, Letra Financeira do Tesouro, reflete a variação da SELIC, a taxa de juros básico da economia. Tem liquidez, você pode sacar todo dia, e risco zero. Investimento de curto prazo, no máximo 2 anos.

Já a NTNB rende a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa de juros. Risco zero também. Garante um ganho extra acima da inflação, se levar o título até o vencimento. Aplicação de médio prazo, de 3 a 5 anos, por exemplo.

Incluiria LCAs, Letras de Crédito do Agronegócio, também de médio prazo. Não têm IR sobre a rentabilidade.

Por fim, CDB de um banco médio, que vai remunerar uns 110% do CDI, pois os grandes raramente chegam a 90% do CDI. Tem proteção do Fundo Garantidor de Crédito até R$ 250 mil. Agora, se a reforma passar, voltamos a conversar.