Foto: Reprodução/EBC
Terrazza Panorâmico

Vocês, amigos ouvintes, têm percebido as promoções na compra de carros novos?

Taxa zero no financiamento em um numero de vezes cada vez maior, pagamento de 100% da tabela FIPE se o teu carro antigo entrar no negócio e propaganda maciça na TV e redes sociais.

Pois bem, a indústria automobilística é uma das primeiras a reagir quando a economia começa a mostrar sinais de aquecimento.

Ocorre que, mesmo com todas essas promoções, as vendas despencam, o comércio, de um modo geral, está parado, ninguém consome, o medo do desemprego está presente e o desemprego na estratosfera.

Nós e o mundo sabemos que, sem reforma da previdência, o Brasil não terá dinheiro para investir e nem para pagar sua dívida, que hoje já atinge 75% do PIB.

Como são 40 sessões para discutir a reforma na Comissão Especial, mais outras tantas para a votação em plenário, para só depois ir ao Senado e começar, de novo, todo o processo de discussão na outra casa do Legislativo, não há hipótese de aprovação antes do final do ano. Eu diria que ficaria para o próximo ano.

Resumo: mais um ano perdido, somado aos quatro passados de uma economia praticamente estagnada.

Ironicamente, há enorme liquidez no mundo, resultado da injeção de dinheiro pelos bancos centrais nos mercados desenvolvidos após a crise de 2008 e as demais, dinheiro sobrando para investir em busca de taxas de juros um pouco maiores e o Brasil seria o destino adequado para esse dinheiro, pelas enormes oportunidades, especialmente na área de infraestrutura.

Olha, corremos o risco de perder essa janela de oportunidade.