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Vocês cinquentões podem se preparar para chegar aos 100 anos.

Agora, não adianta outra metade de vida se fisicamente travado, mentalmente gagá, psicologicamente deprimido e financeiramente pobre.

Mas estou otimista. A revolução da longevidade- que aumenta a proporção de idosos na população- está produzindo um velho diferente daquele velho do século passado, decrépito, desatualizado, desmotivado, desinteressado, de pijama e chinelo esperando o tempo passar, pois, convenhamos, a maioria jovem não lhe dava oportunidade de expressão nem de trabalho em idade avançada.

Pois os velhos de agora nasceram da contra-cultura, nos protestos, rebeliões e mudanças dos anos 60, das lutas por igualdade racial, do feminismo, da defesa do meio ambiente, da liberdade sexual e, por isso, não têm medo do novo.

Hoje, são internautas, conectados, sarados e valorizados profissionalmente, porque além de informação e conhecimento- que o jovem também tem- os atuais idosos têm um diferencial: sabedoria. Um atributo que não se ensina nas escolas, nem se encontra na Internet, mas em décadas de observação ralando na vida, cometendo erros, caindo e levantando, perdendo e não desistindo, sendo paciente e ciente da lei da ação e reação, fruto de ter vivido muito.

E sabedoria economiza tempo e dinheiro, dois bens fundamentais.

Agora, se vive mais, tem que trabalhar um pouco mais.

Aliás, faz bem ter uma razão para levantar todo dia.

Por isso, é irreversível a reforma com idade mínima de 65 anos para se aposentar.