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Terrazza Panorâmico

Vocês já refletiram, amigos ouvintes, sobre a meia idade à que, se vocês não chegaram, um dia vão chegar?

Aliás, o que é meia idade?

Vocês sabiam que, até praticamente metade do século XX, não havia o conceito de meia idade?

Para contextualizarmos, em 1.900, a expectativa média de vida era em torno de 47 anos. Quase a mesma desde o alvorecer dos tempos.

Do início do século XX até hoje, ou seja, em apenas um século, dobramos a expectativa de vida ao nascer. Hoje, é normal ultrapassar 85 anos. Por isso dizem que 45, 50 anos é a meia idade.

Os idosos de hoje são a primeira geração a se aventurar nessa desconhecida segunda metade da vida, vivendo algo que seus pais ou avós nunca viveram: um longo caminho até a morte.

A jornada da primeira metade da vida sempre foi previsível, pois sempre existiu: estudar, trabalhar, casar, ter filhos, construir patrimônio, realizar-se profissionalmente e se aposentar. Daí para a frente eram uns poucos anos curtindo a aposentadoria e logo em seguida doenças e morte.

Hoje, após a aposentadoria- que ocorre quase com a mesma idade de antigamente- há mais uns 30 anos de vida pela frente. E isso ninguém viveu antes.

Pois só há dois caminhos: parar completamente e esperar as doenças degenerativas ou não ser pego por elas, seguindo em frente com um outro objetivo até o final da vida. Antes eu ensinava a guardar dinheiro para parar de trabalhar. Hoje, defendo poupar, mas para diminuir o ritmo e não depender da renda do trabalho.