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O romancista irlandês GEORGE BERNARD SHAW escreveu: “o homem passa a metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro; e a outra metade, gastando dinheiro para comprar saúde”.

Dia desses, na mesma linha, um amigo meu perguntou: “Follador, por que eu vou guardar dinheiro agora que tenho saúde para usufruí-lo, para tê-lo depois quando estarei velho e doente?”

Olha, tem lógica. E esse sempre foi um dos grandes dramas das civilizações: viver o presente como se não houvesse amanhã ou viver o presente de olho no amanhã.

A resposta, creio, está no caminho do meio. No equilíbrio.

Aliás, a natureza nos dá aula de graça sobre a virtude do equilíbrio. A sabedoria de entender que tudo tem seu tempo na vida. Que há a hora de semear, a de germinar, a de crescer, a de podar, a de florescer, a de frutificar para, só então, chegar a hora de colher.

E que o tempo vinga-se das coisas que são feitas sem a sua colaboração.

Por isso, uma vida equilibrada entre necessidades e prazeres é a que pode tornar mais realizados os seres humanos.

E, acreditem, mesmo que faltasse só uma semana de vida para nós, iríamos querer usufruí-la com saúde, com dinheiro, com disposição e com esperança de que na última hora fosse-nos dado mais tempo.

Daí termos que estar sempre preparados para mais um tempo.

Renato Follador