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Havia um médico no interior que, ao se formar, prometeu a si mesmo nunca cobrar nenhum centavo de seus pacientes.

Quando um entrava eu seu consultório, inicialmente na casa dos seus pais, o médico atendia perguntando seu nome, o que fazia, onde morava, como era sua família, seus passatempos preferidos, enfim começava a conhecer cada paciente seu como se fosse um membro da família. Prescrevia as receitas e orientava o tratamento.

Antes de sair, os pacientes perguntavam quanto era a consulta.

O médico dizia que pagassem o que pudessem e o que achavam que valia o atendimento, só não aceitando dinheiro.

Recebia, então, de tudo. Dos fazendeiros, 20 sacas de soja de um, 10 sacos de feijão de outro, 8 sacas de batatinha de mais um. Dos mais humildes, uma galinha, um porquinho, um cabrito. Dos comerciantes, materiais de construção, móveis e assim foi levando a vida. Vendia o excedente, pois não conseguia consumir tudo.

Com o passar dos anos, o médico comprou sua casa, sua caminhonete e, como não tinha onde guardar tudo que recebia, passou a doar a cada paciente o que não conseguia consumir.

Alguns anos mais tarde, aquele médico tornou-se o homem mais bem-sucedido da cidade, sem nunca ter recebido um centavo pelo seu trabalho. E um dos mais amados por tudo que doou. Olha, existem várias formas de ser remunerado, mas a melhor é o reconhecimento e a retribuição justa, na forma possível.