Foto: Pixabay

O IBGE classifica como população economicamente ativa os brasileiros entre 15 e 64 anos. É da contribuição mensal dessa massa de potenciais trabalhadores que sai o dinheiro para pagar os aposentados todo mês.

Em 2.000, haviam 12 brasileiros ativos para manter 1 aposentado. Hoje, são somente 4 por 1.

Vale dizer, ainda, que nem todos os economicamente ativos têm emprego e, se o tem, muitas vezes sem carteira assinada. Ou seja, não contribuem para o INSS.

Resumo: vivemos um processo de envelhecimento populacional irreversível, porque é um envelhecimento pela base e pelo topo.

Pela base, porque as brasileiras estão tendo menos filhos. Na década de 60 eram 6 filhos e hoje são só 1,7, em média. Com isso há um conseqüente aumento proporcional de idosos.

E envelhecimento pelo topo porque, mesmo o grupo de idosos passou a ser mais representativo porque eles estão vivendo, felizmente, cada vez mais.

A verdade é que não podemos lutar contra a evolução demográfica.

Aqueles que têm bom senso sabem que a reforma da previdência é imperativa.

Vive mais, tem que trabalhar mais. Simples assim.

Por fim, a nossa velhice dependerá cada vez mais de nós mesmos e menos do governo, que não terá dinheiro para pagar todas as aposentadorias nos níveis atuais.

Por isso previdência privada é essencial. E com R$ 50,00 por mês dá para começar uma.