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Estudo há 32 anos previdência e finanças pessoais. Todo dia, pois tenho que me manter atualizado se quiser ser colunista de rádio e televisão.

Fiz a primeira reforma da previdência no setor público brasileiro há 20 anos, quando criamos a Paranaprevidência, projeto copiado por 20 estados e mais de 1.000 municípios, introduzindo a capitalização, com a criação de fundos específicos para acumular dinheiro dos servidores para honrar as futuras aposentadorias. Sim, porque não se paga aposentadoria com artigo na Constituição ou com promessas, mas, sim, com dinheiro. Os servidores do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, que não receberam nem o 13º. de 2017, sabem do que estou falando.

Pois fico estarrecido quando jogam para a torcida, querendo demonizar as aposentadorias do setor público.

É simples: os servidores têm uma aposentadoria maior porque contribuem mais.

Enquanto no INSS, tem um teto de R$ 5.645,00, e os trabalhadores contribuem com 11% só até este teto, no serviço público a contribuição é 11% sobre o salário total, seja ele de R$ 5.645,00 ou de R$ 20.000,00.

Servidor já tem idade mínima para se aposentar, 60 anos os homens, 55 as mulheres. No INSS, inexiste.

Servidor público não tem FGTS, diferente do trabalhador do setor privado. E servidor não tem fundo de pensão, como os trabalhadores das grandes estatais e multinacionais. Olha, a incompetência na comunicação dos que tratam do tema em Brasília pode inviabilizar a reforma.