Foto: Pixabay

Assistindo o futebol na TV, vejo, rotineiramente, os treinadores- chamados de professores pelos jogadores, quando, muitos deles não sabem nem falar- justificarem que tem que seguir o planejamento para o ano.

Pobres deles que ainda não entenderam que o tempo é diferente para as mais diversas atividades.

Por exemplo, no futebol um ano é longuíssimo prazo, porque não resiste treinador que tenha um mês de resultados negativos. Aí o planejamento que eles falam foi para o espaço. Em futebol, planejamento tem prazo máximo de três meses.

Já, na política, o planejamento é para dois anos. Sim, porque a cada dois anos temos eleições e para governar tem que ter o apoio do Congresso, e o equilíbrio de forças se modifica a cada eleição, mesmo as municipais.

Já o planejamento de uma empresa da área de comércio ou serviços deve ter horizonte de uns cinco anos, para avaliar sua possibilidade de sucesso e competitividade.

Agora, quando falamos do setor industrial, podemos dobrar esse prazo. Empreendimentos desses têm longo período de investimento para poder começar a realizar lucros e amortizar o dinheiro lá posto.

Na minha área- previdência- o planejamento é para o tempo maior de todos: 35 anos, no mínimo, até as pessoas se aposentarem.

Esse é o mais difícil tipo de planejamento, pois enfrenta cenários com governos, economias e culturas diversas por longo tempo.

Por isso temos os olhos sempre no horizonte e não nos abalamos com os solavancos eventuais, acreditando sempre que quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino.