Foto: Reprodução/EBC
Terrazza Panorâmico

Um trilhão de economia é o refrão do governo para a reforma da previdência.

Que equivocada a forma de tentar convencer a sociedade!

Vejam, amigos ouvintes, o déficit da previdência cresce ininterruptamente há 20 anos.

Durante esse período, o país cresceu economicamente, teve períodos de recessão, a taxa de desemprego, que hoje está em 12,5%, já esteve em 4%, situação caracterizada como de pleno emprego, a inflação já esteve na estratosfera e hoje está controlada, enfim, mesmo com cenários absolutamente diferentes o déficit cresceu sistematicamente.

Resumo: não precisa ser economista para saber que estamos diante de um problema estrutural e não conjuntural.

Para quem tem uma visão estratégica de longo prazo qual seria o remédio?

Fácil: adotar medidas que estancassem imediatamente o crescimento do déficit e possibilitassem seu decréscimo gradual.

Nossa economia não cresce porque não há investimento de longo prazo, e para este tipo de investimento o importante não são os resultados imediatos, mas regras duradouras que tragam confiança de que não vão mudar com o próximo governo.

O importante, para quem tem dinheiro para investir, daqui e de fora, é o país entrar na rota certa, muito mais do que na economia de curto prazo.

Para isso bastaria uma reforma de uma página: idade mínima de 65 anos, manter o fator previdenciário como regra de cálculo para todos e uma regra de transição exigindo 50% a mais de tempo de contribuição em relação ao que falta para se aposentar nas regras atuais. Simples assim.