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Estive em Brasília. Por onde passei, vi recepcionistas sentadas atrás de uma mesa, fazendo nada, ou melhor, sala para os convidados, mordomos com luvas brancas servindo café e água, ascensoristas para apertar o botão do andar para onde me dirigia e motoristas em carros zero km aguardando as autoridades. Isso em toda repartição pública que visitei.

Aí fiquei pensando: como deve ser duro para eles esperarem o tempo passar, a aposentadoria chegar, sem nada de inteligente para fazer. E como é duro para nos pagarmos toda essa gente, por 35 anos, e depois mais 30 como aposentados.

E isso é no Brasil todo.

Olha, tenho certeza que se eles fossem treinados para uma nova função, agradeceriam, pois não veriam o tempo passar. E fariam algo que lhes desse prazer e trouxesse desafios, mantendo-os motivados a produzir por mais um dia.

Como pode chegarmos ao século XXI com práticas como essas, tratando profissionais como serviçais?

Há muitos anos atrás, abriram um concurso para contratar uma secretaria para mim. Disse que não precisava de ninguém para atender telefone ou me trazer cafezinho. Essa pessoa poderia até fazer isso, mas tinha que ter atividades mais complexas e ser remunerada por elas. Em tempo de Internet e tecnologia avançada, as pessoas têm que estar habilitadas a produzir mais e melhor. Assistente sim, secretaria não. Prestem atenção amigos quando forem a um escritório. Se houver secretaria, podem estar certos que essa empresa vai falir e é do tempo das carroças; só que o burro está em cima e não embaixo.