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Temos 13 milhões de desempregados no Brasil, outros milhões na informalidade, trabalhando “pejotizados”, prestando serviços através de suas empresas individuais, autônomos, que contribuem para a previdência menos do que deveriam, e outros milhões de profissionais liberais.

Além disso, é inegável que a tecnologia da informação está destruindo milhões de empregos em todos os setores da economia.

Temos aqui dois problemas: um, que haverá cada vez menos trabalho. Outro, será cada vez menor o número de pessoas que terão um emprego com carteira assinada.

A previdência social é financiada, principalmente, pela contribuição social de 20% do empregador e de 8% a 11% do empregado, dependendo do nível salarial.

Ora, se essa população formalizada no mercado de trabalho está diminuindo, a receita do INSS diminui proporcionalmente. Se, além disso, estão nascendo menos brasileiros para um dia entrar no mercado de trabalho formal e contribuir e, do outro lado, os idosos estão vivendo cada vez mais, como poderemos ter uma previdência equilibrada no futuro?

A reforma da previdência não poderia deixar de discutir isso.

O que será do emprego daqui a dez anos? E os sindicatos dinossauros que não percebem a mudança querendo manter direitos de uma realidade econômica e laboral que já não existe mais?

Vamos mudar nosso escritório no mês que vem. Os gênios da TI disseram que não haverá telefones, atenderemos ligações no notebook, os arquivos estarão na nuvem e a comunicação poderá ser feita por skype ou whats. Ou seja, não precisa de escritório. Podemos trabalhar em casa.

O mundo mudou definitivamente.