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Um ouvinte me pergunta sobre as taxas de administração cobradas por bancos nos fundos de investimento. O que seria aceitável?

Bem, depende do valor a ser investido.

Mas vamos lá: se for um investimento para curto prazo, 1 ano, por exemplo, a rentabilidade vai ser baixa, comparada a outros investimentos disponíveis, mas vai ter liquidez. O fundo dessa natureza é um Fundo DI, atrelado à SELIC, a taxa básica de juros da economia, e a taxa de administração tem que ser entre 0,5% e 1%, jamais acima deste último patamar.

Já, se for um investimento de médio prazo, uns 4 anos, por exemplo, a rentabilidade tende a ser melhor, o risco médio e a liquidez menor. O fundo dessa natureza chama-se Multimercado e dentro dele podemos encontrar títulos públicos, crédito privado, ações, câmbio e outros ativos. Uma taxa de administração aceitável varia de 1,5% a 2% e, jamais, superior a esta última.

Agora, se for um investimento para o longo prazo, mais de 10 anos, o ideal é um Fundo de Ações, de preferência dividendos, de empresas voltadas para o mercado interno. Elas, além de pagar religiosamente dividendos, corrigem o preço de seus produtos e serviços pela inflação. Esses fundos têm que ter, obrigatoriamente, mais de 67% em ações, são voláteis, com maior risco e, embora tenham liquidez na Bolsa, devem ser mantidos por mais tempo, pois, no longo prazo, a rentabilidade é maior. Nestes fundos, cuja administração é mais complexa, a taxa de administração deve ficar, no máximo, em 2,5%. É isso aí.