Foto: Cristina Seciuk

Uma das principais preocupações do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para as eleições de outubro está fora do mundo material. Para o juiz auxiliar designado para a propaganda eleitoral, Ricardo Augusto Reis de Macedo, a eleição 2018 tem potencial para ser a mais conturbada dos últimos anos. Não por causa de “fake news” – ou notícia inverídica que em alguma medida sempre existiu, mas pela rapidez da propagação e abrangência que elas ganham com o trampolim das redes sociais, do whatsapp. O juiz reforçou que é impossível fiscalizar diretamente o que é distribuído de smartphone em smartphone e que, por isso, a aposta da Justiça Eleitoral é na conscientização de cada cidadão sobre a importância dos cuidados a serem tomados.

Há expectativa também com relação aos próprios candidatos e partidos, a partir da discussão de acordos e estabelecimento de compromissos para, segundo o juiz, garantir um processo limpo e ético.

Apesar dos esforços, o TRE sabe que sempre existe espaço para irregularidades e o presidente do tribunal, desembargador Taro Oyama destaca que quando elas forem confirmadas cabem penalidades.

Para que qualquer suposta irregularidade seja investigada e punida é preciso que uma denúncia seja feita, já que a Justiça Eleitoral precisa ser provocada para agir. Assim, se o cidadão suspeitar de ilegalidades durante o processo, deve comunica-las ao Ministério Público Eleitoral, à ouvidoria do TRE ou, em tempos de internet, usar o Pardal, aplicativo do TSE direcionado justamente para coibir abusos.

Repórter Cristina Seciuk

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