Foto: Vanessa Fernandes
Terrazza Panorâmico

A informação trazida pela polícia civil do Paraná na última semana, de que o assassino da menina Raquel Genofre, foi identificado través de um banco de DNA, trouxe um turbilhão de sentimentos à mãe da menina, Maria Cristina Lobo Oliveira.

Maria Cristina contou que nestes quase 11 anos de espera por uma resposta, em vários momentos perdeu a esperança de saber quem foi o autor do crime. A mãe de Raquel Genofre disse que após os primeiros três anos de investigação, não acreditava mais que o culpado pudesse ser encontrado. Ela fala sobre os momentos vividos neste período, e como recebeu a notícia da identificação do culpado, na última semana.

Maria Cristina diz ainda, que o que a motivou a ter forças foi a imagem que tinha da própria filha, uma menina justa e preocupada com a sociedade. Ela conta que quando perdeu as esperanças, buscou pensar na atitude que a filha teria, caso o crime tivesse acontecido com ela, a mãe.

Emoção pura e muito choro. Dessa forma Maria Cristina descreveu o momento em que ela e familiares receberam a informação de que Carlos Eduardo dos Santos, preso em Sorocaba, havia sido identificado como assassino de Raquel Genofre.

Durante os 11 anos de investigação, Maria Cristina conta que ao andar pelas ruas, olhava diferentes rostos, imaginando quem poderia ter matado a sua filha. Agora com a confirmação de quem foi o autor do crime, ela diz que não sente vontade de dizer nada a Carlos Eduardo, porque de acordo com suas palavras, com monstro não se conversa. Maria Cristina sente pavor em se imaginar próxima a Carlos Eduardo dos Santos.

Sem saber como será o próprio futuro nesse momento, o que Maria Cristina deseja é justiça, e que o assassino da filha cumpra toda a pena que lhe for atribuída.

O suspeito está preso pelos crimes de estupro e estelionato, na cidade de Sorocaba. Ele foi condenado, em 2016, a 22 anos e seis meses de prisão, mas as autoridades paranaenses querem que ele seja transferido para Curitiba, onde deve ser feita a reconstituição do crime. O advogado da família de Raquel Genofre, que atuará como assistente de acusação junto ao Ministério Público, Daniel da Costa Gaspar disse que irá à São Paulo realizar tratativas para que Carlos Eduardo seja transferido o mais breve possível. O temor do advogado é pela prescrição do crime.

Daniel Gaspar deseja que Carlos Eduardo dos Santos esteja sentado no banco dos réus do Tribunal do Júri, ainda no primeiro semestre de 2020.

Repórter Vanessa Fernandes