Reprodução Boeing

A redução nos embarques foi de 16%: caíram de 57.223 em 2014 para 48.051 no ano passado; na comparação entre os estados do sul e sudeste, foi o terceiro maior encolhimento quando se trata de volume de decolagens, o que se reflete no preço dos bilhetes. Oitenta por cento dos principais trechos aéreos do Paraná sofreram altas nos valores ou tiveram interrupção do serviço. Só em Curitiba, os voos que partem do Afonso Pena tiveram reajustes que bateram os 200%, por exemplo, na rota até Viracopos, em Campinas.

O quadro está demonstrado em um estudo sobre o setor, desenvolvido pela equipe técnica do gabinete do deputado estadual Homero Marquese (PROS). Na avaliação do economista responsável pelo estudo, João Ricardo Tonin, o cenário poderia ser revertido a partir de um plano voltado ao estímulo do setor, sem deixar de lado a necessidade de contrapartida que beneficie essencialmente os voos regionais.

A redução no ICMS do querosene como incentivo à aviação já vem sendo adotada pela administração de outros estados, o que acende o alerta para a necessidade de uma ação rápida por parte do Paraná, defende o economista.

Em avaliação sobre os seus primeiros cem dias de gestão, realizada esta semana, o governador Ratinho Jr afirmou que há medidas sendo encaminhadas pelo Paraná, com destaque justamente para a redução da carga tributária sobre o combustível de aviação.

Estados Ceará, Bahia, São Paulo e Espírito Santo anunciaram recentemente cortes no ICMS do querosene de aviação. Além do Paraná, os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro também vem apresentando queda nas decolagens e embarques nos últimos anos.

Repórter Cristina Seciuk