Foto: Cristina Seciuk/CBN Curitiba

A Justiça indeferiu todos os pedidos de visitas ao ex-presidente Lula feitos por amigos do petista e por demais políticos. Dentre as solicitações negadas está a de Dilma Rousseff, que esteve na superintendência da Polícia Federal apesar do despacho em contrário.

A ex-presidente Dilma Rousseff chegou à sede da Polícia Federal em Curitiba por volta das 15h20 e permaneceu no prédio por mais de uma hora, mesmo já havendo decisão que negava o pedido de visita, em despacho assinado no começo da tarde pela juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula.

Ao deixar a superintendência, Dilma Rousseff classificou a decisão pelo indeferimento como injustificada. Também falou em ausência de provas para a prisão de Lula e voltou a bater na tecla de prisão com motivação política, como uma tentativa de manter o petista fora da disputa eleitoral.

Sobre outubro, Dilma defendeu que não há plano B para o Partido dos Trabalhadores.

Sobre seu próprio “Plano A”, Dilma Rousseff afirmou que nesse momento não fala sobre o próprio futuro político, e que o foco é ver Luiz Inácio Lula da Silva livre.

Além de Dilma Rousseff, todos os outros amigos de Lula tiveram pedidos de visitas negados em despacho desta segunda-feira (23).

Conforme o entendimento do juízo, não há nada ilegal ou ilegítimo nas restrições à visitação. No texto, a juíza responsável pondera que “o alargamento das possibilidades de visitas a um detento poderia prejudicar as medidas necessárias à garantia do direito de visitação dos demais” e reforça que as visitas dos advogados e dos familiares estão garantidas, conforme previsto em lei.

As solicitações não atendidas foram de políticos como os pestistas Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu e Eduardo Suplicy, e dos integrantes do PDT Carlos Lupi, André Figueiredo e Ciro Gomes.

Repórter Cristina Seciuk

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