Foto: Divulgação/TJPR

Uma espera que levou mais de 10 anos. Em 2006, a Prisão Provisória de Curitiba, conhecida como presídio do Ahú, foi desativada. Desde então, ficava a expectativa de moradores e comerciantes vizinhos sobre qual seria o fim do prédio que, por muitos anos, abrigou presos.

No último dia 6 de julho, aconteceu a inauguração do novo Centro Judiciário de Curitiba, que passa a funcionar no prédio do antigo presídio. A partir de agora, o local será sede dos Juizados Especiais e Fórum Criminal da capital.

Foram 18 meses de obras. O Tribunal de Justiça do Paraná concluiu a primeira etapa com mais de 26 mil m² de área construída, em um investimento de mais de R$ 100 milhões.

Segundo o TJ-PR, o Centro Judiciário poderá realizar um maior número de audiências de conciliação, já que são 42 salas destinadas a prestar esse serviço.

Algumas atividades já funcionam, mas as obras ainda estão em processo de acabamento. Enquanto isso, os comerciantes da região estão ansiosos. Edmar Nichetti tem uma confeitaria que funciona há 14 anos em frente ao antigo presídio do Ahú.

O comerciante trabalha em sistema de encomendas, mas já ampliou o serviço. Ele colocou mesas e passou a servir almoço pensando no aumento do fluxo de pessoas.

Há 30 anos, Ilenice Accordi tem uma banquinha de revistas em frente ao local. Ela conta que faturava bem quando o presídio funcionava, depois com a desativação o movimento caiu e a insegurança passou a ser constante. Com o funcionamento do Centro Judiciário, ela acredita que além do aumento das vendas, o ponto ficará mais seguro.

No primeiro edifício, destinado ao Fórum Criminal, funcionarão 13 Varas Criminais da capital; Central de Custódia; Plantão Judiciário; 1ª e 2ª Varas de Execução das Penas; Medidas Alternativas (VEPMA); 1ª e 2ª Varas de Delito de Trânsito; e Vara de Auditoria da Justiça Militar.

O segundo prédio, onde originalmente ficava o presídio, abrigará os Juizados Especiais de Curitiba

Repórter Francielly Azevedo

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