Foto: Arquivo ANPr
Terrazza Panorâmico

O varejo do Paraná fechou o primeiro semestre com crescimento de 2,11% nas vendas em relação a 2018. Os dados são da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

Destaque positivo para as lojas de departamentos, que cresceram 29,7% no período. O crescimento foi um pouco menor do que no primeiro semestre de 2018, quando o comércio paranaense registrou alta de 5,13%.

No entanto, é preciso lembrar que o resultado positivo do ano passado se deu diante de três anos de primeiros semestres consecutivos de perdas para o varejo.

O faturamento das empresas varejistas no primeiro semestre deste ano não foi maior em função do desempenho negativo dos ramos de farmácias, vestuário e tecidos, livrarias e papelarias, calçados e móveis, decorações e utilidades domésticas.

Todos estes setores apresentaram queda. A instabilidade política decorrente das dificuldades na aprovação de reformas importantes para o país, como a da Previdência e a Tributária, afasta ou adia novos investimentos por parte dos empresários.

Entre as regiões analisadas, a única a apresentar resultado negativo foi Londrina, queda de -4,36%, principalmente em função da retração nas vendas de veículos, que acumularam perdas de 16,68% no primeiro semestre.

Nas demais regiões do estado o faturamento do varejo foi maior do que no mesmo período do ano passado. Em Curitiba e Região Metropolitana o comércio cresceu 4,3%; no Sudoeste, 4,04%; e na região Oeste houve alta de 3,41%. Já em Ponta Grossa as vendas aumentaram 2,79%, enquanto em Maringá, subiram 2,45%.

No entanto, de acordo com a Fecomércio, o aumento das vendas no primeiro semestre não foi suficiente para a geração de novos postos de trabalho no varejo, cujo indicador fechou com leve queda de 0,20%. Setores como lojas de departamentos (19%), materiais de construção (3,7%) e supermercados (1,18%) abriram novas oportunidades, enquanto móveis e decorações (-6,36%), farmácias (-5,58%)e autopeças (-4,11%) foram os que mais demitiram no período.

Repórter Fabio Buchmann