Foto: Andressa Tavares
Terrazza Panorâmico

vendas Natal 2016 (AT) 3

Faltam mais de quarenta dias para o Natal e tem muita loja apressando o calendário. O especialista ouvido pela CBN Curitiba diz que a culpa é da crise. Por parte dos comerciantes, a tática é claramente mexer com o emocional e botar o quanto antes os papais noéis e renas pelas vitrines. Falta saber se vai ser suficiente para convencer alguém a abrir a carteira.

Quase 108 milhões de consumidores vão às compras neste Natal em todo o país conforme pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

É muita gente, mas a quantidade não é motivo para otimismo logo de saída. Esse pessoal todo pretende gastar menos: 5% a menos no preço dos presentes.

Já achou complicado? Para o especialista em finanças pessoais Altemir Farinhas a queda pode ser ainda maior.

E é justamente para tentar driblar a contenção de gastos que o comércio vem se movimentando.

De acordo com o especialista, a crise foi – neste ano – um dos principais componentes a motivar uma pressa nos comerciantes que a gente já percebeu por aqui: tem muito estabelecimento exibindo o Natal vitrines desde outubro, setembro.

Uma briga do esforço de convencimento por parte dos lojistas contra a falta de capacidade de compra do consumidor.

Por parte dos comerciantes, a tática é claramente mexer com o emocional, diz o especialista.

Mas, nas ruas a profusão de papais noéis, renas e afins divide opiniões.

A afirmação mais freqüente é de que ainda é cedo para pensar no 25 de dezembro.

Para a dona de casa Bernadete da Rosa a decoração não faz diferença: gastar ou não no Natal vai depender só da condição financeira.

Mas, o clima de Natal mexe, sim, com alguns consumidores. A autônoma Camila Paulino passeava com a filha pelo calçadão da XV e não resistiu a uma espiada nos enfeites.

Apesar da prudência inicial, ela admite que a decoração influencia na disposição de compra.

Mesmo com expectativa de gasto médio menor, as vendas de Natal devem injetar quase R$ 50 bilhões na economia brasileira.

Repórter Cristina Seciuk

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