Foto: Kleyton Presidente/Alep

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura possíveis irregularidades no contrato de manutenção da frota de veículos oficiais do Governo do Estado voltou a se reunir na manhã desta terça-feira (13) na Assembleia Legislativa do Paraná.

Foram ouvidos a pregoeira oficial daquela licitação e demais funcionários que trabalhavam no setor de licitações à época dos fatos.

De acordo com o deputado Delegado Jacovós (PR), relator da CPI da JMK, o que os parlamentares questionaram da pregoeira foi à rapidez com que a licitação foi realizada. Jacovós disse ainda que na época da licitação os demais concorrentes questionaram a falta de certificação da documentação apresentada pela JMK, o que não foi verificado pela comissão de licitação, e que também perguntado a pregoeira.

O relator conta ainda que as empresas concorrentes da JMK no processo licitatório alegaram também a falta de capacidade técnica da JMK para atender os 17 mil veículos da frota oficial do Estado, já que a empresa apresentava condições de atender a demanda de apenas mil veículos. Segundo Jacovós, a pregoeira disse que atendeu ao edital da licitação.

Uma nova reunião da CPI da JMK foi marcada para esta quarta-feira (13), na sala das Comissões da Assembleia Legislativa às 9hs, com a convocação para oitiva do ex-secretário de Administração Fernando Ghignone.

Em nota a JMK afirma que empresa não pode responder pelos prazos definidos pelo governo para a realização de licitação, porém como participante do processo sabe que existia uma alta demanda para serviços de manutenção dos veículos do Estado.

Quando a JMK começou a operar a gestão da manutenção, 60% da frota do Governo do Paraná estava parada. Esse problema foi causado por uma licitação anterior que foi interrompida judicialmente e por denúncias envolvendo oficinas – estas relativas ao período anterior ao início do serviço da JMK.

A JMK entende que o trabalho da CPI da Assembleia Legislativa tem sido importante para demonstrar que não houve irregularidades nem no processo de licitação e nem durante a vigência do contrato, interrompido no dia 31 de maio.

Repórter Vanessa Fernandes