Foto: Ricardo Marajo/FAS

A FAS pretende realizar um levantamento envolvendo a população em vulnerabilidade social. O censo seria realizado em parceria com o IPPUC e foi discutido nesta quarta-feira com integrantes da Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública da Câmara Municipal.

A vereadora Maria Leticia Fagundes (PV), presidente do colegiado, montou um Grupo de Trabalho sobre o tema e um encontro foi marcado para a próxima semana. Também participaram da reunião os vereadores Herivelto Oliveira (PPS) e Professora Josete (PT).

Sobre os atendimentos da FAS nas ruas, os abrigos da Prefeitura registraram recorde no número de acolhimentos na noite da última segunda-feira.

Foram 501 pessoas atendidas. O maior número de acolhimentos tinha ocorrido no dia 16 de julho, quando 498 pessoas dormiram nas unidades municipais.

Como acontece todos os anos, é feito um reforço na busca e acolhimento de pessoas em situação de rua todas as noites em que a temperatura é igual ou menor a 9 graus, quando o número de equipes da fundação é reforçado entre às 18 e às 22:00.

O reforço é feito nesse horário para oferecer atendimento e fazer com que as pessoas estejam protegidas antes da madrugada, quando normalmente são registradas as menores temperaturas. A Prefeitura conta com 1.200 vagas de acolhimento para a população de rua.

A maioria das pessoas atendidas procurou espontaneamente os abrigos. 73 pessoas acolhidas foram encontradas nas ruas e aceitaram ser levadas para as unidades.

Das 18h às 6h, os educadores sociais fizeram 134 abordagens nas ruas, sendo que 111 delas foram solicitadas por meio da Central 156. Em 51 pedidos, as equipes se deslocaram até o endereço indicado, mas não encontraram ninguém.

Apesar do frio, 50 pessoas se recusaram a seguir com as equipes para as unidades de acolhimento e preferiram ficar nas ruas. Três pessoas foram levadas até unidade de pronto atendimento por estarem com a saúde debilitada e três decidiram voltar para as respectivas famílias, depois de conversarem com os educadores sociais.

Repórter Fabio Buchmann