Foto: Divulgação/Caminhos do Paraná

As praças de pedágio das seis concessionárias de rodovias que formam o chamado Anel de Integração no Paraná, investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), começaram a ser inspecionadas neste sábado (6), pelos coronéis interventores nomeados pelo Governo do Paraná. O objetivo é coletar informações sobre o sistema de contagem das cabines de pedágio e dos sistemas de liberação automática.

Neste primeiro momento, os interventores fizeram vistorias nas praças da Rodonorte, em São Luis do Purunã; Caminhos do Paraná no Relógio, em Prudentópolis, da Ecocataratas, em Cascavel e São João; da Viapar, em Marialva e Econorte, em Jataizinho. O interventor responsável pela Ecovia alegou compromisso e não participou da ação.

Após essas primeiras vistorias nas praças de pedágio, os interventores irão se reunir com o Comitê de Intervenção para o detalhamento das informações. O grupo é formado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, o Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER), Procuradoria Geral do Estado, a Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Casa Militar.

Foram designados seis oficiais da reserva da polícia militar para atuarem como fiscais do Estado dentro das concessionárias e impedirem a continuidade dos atos irregulares nas concessões de pedágio no Paraná, revelados na operação Lava Jato.

Entre os investigados na operação está Pepe Richa, ex-secretário de Estado de Infraestrutura e Logística e irmão do ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) e o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto.

De acordo com o governo do Estado, a intervenção funcionará pelo período necessário para que haja apuração nas irregularidades, com um prazo de 180 dias, que pode ser prorrogado caso haja necessidade.

Repórter William Bittar

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