Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Apesar da condenação a nove anos e seis meses de prisão, proferida nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula ainda tem pendências com a Justiça Federal do Paraná. Por aqui, tramita mais um processo da Lava Jato contra o petista. Ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dessa vez em razão de contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht.

A ação trata de irregularidades na compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula em São Paulo. O Ministério Público acusa a Odebrecht de destinar propinas de R$ 12,4 milhões para a compra do terreno. O processo está na etapa de depoimentos de testemunhas de defesa. Mais duas audiências ainda serão realizadas, nos dias 14 e 21 de julho.

Em seguida, os réus serão interrogados por Moro. Isso significa que Lula terá que vir novamente a Curitiba para ser ouvido. O primeiro encontro entre o juiz e o ex-presidente aconteceu no dia 10 de maio e mobilizou um grande aparato de segurança para evitar tumultos em protestos a favor e contra Lula. A data do novo interrogatório do petista deve ser definida nos próximos dias.

É possível também que Lula vire réu pela terceira vez na Justiça Federal do Paraná. Uma denúncia apresentada em maio pelo MPF ainda depende de análise do juiz Sérgio Moro. Segundo a Lava Jato, o ex-presidente foi beneficiado com mais de R$ 1 milhão em propina por meio da reforma do sítio em Atibaia. De acordo com a denúncia, a propina foi lavada através de melhorias no sítio para adequá-lo às necessidades da família de Lula.

A reforma foi paga pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin. Somente o projeto da cozinha teria custado, segundo o Ministério Público, aproximadamente R$ 170 mil. Se a denúncia for aceita, Lula vira réu mais uma vez e enfrentará a terceira ação conduzida por Moro. Não há prazo para o juiz se manifestar sobre o caso.

Repórter Tabata Viapiana

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