Conheça a história do poeta curitibano Paulo Leminski

Conheça a história do poeta curitibano Paulo Leminski
Foto: Reprodução

Viver é super difícil. O mais fundo está sempre na superfície. O pensamento é do curitibano Paulo Leminski, um dos poetas mais populares da literatura brasileira. Sua obra é marcada pela concisão, irreverência, coloquialidade e o rigor da construção formal. Um dos principais nomes da Poesia Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, Leminski apropriou-se dos recursos visuais da publicidade, dos provérbios e trocadilhos da cultura popular, elementos herdados da poesia concretista que surgiu no Brasil, na década de 1950.

Leminski teve contato com o latim, teologia, filosofia e literatura clássica aos 12 anos, quando ingressou no Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Em 1963, abandonou a vocação religiosa e, em 1964, publicou cinco poemas na revista Invenção. Tornou-se professor de História e Redação em cursos pré-vestibulares e, posteriormente, atuou como diretor de criação e redator em agências de publicidade, o que influenciou bastante sua produção poética.

Em 1975, publicou seu primeiro romance, Catatau, livro que denominou “prosa experimental”. Leminski era um apaixonado pela cultura japonesa. Foi tradutor e seguidor de Matsuo Bashô, um dos poetas mais famosos do período Edo no Japão e reconhecido como um mestre do haikai (poema curto formado por três versos).

Além de ter dedicado grande parte de sua obra aos haikais, Paulo Leminski também deixou uma grande contribuição para a Música Popular Brasileira. Fez parcerias com Caetano Veloso, Moraes Moreira, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção e também com a banda A Cor do Som. Viveu durante 20 anos com a também poeta Alice Ruiz, com quem teve três filhos. O poeta, que há anos lutava contra uma cirrose hepática, faleceu no dia 07 de junho de 1989, aos quarenta e quatro anos.