Foto: Divulgação/SEMA
Terrazza Panorâmico

O projeto deve custar R$ 369 milhões e prevê uma “Faixa de Infraestrutura” de 24 quilômetros entre o entroncamento da PR-407 ao balneário de Ponta do Poço, local da Zona Portuária Especial.

A proposta é pela construção de rodovia duplicada para acesso ao novo porto e ainda de canal de drenagem, linha de transmissão, gasoduto e ramal ferroviário.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, José Richa Filho, que participou da reunião, a aprovação permite planejar melhor o crescimento das cidades litorâneas.

Apesar da afirmação de Pepe Richa, o projeto apresentado pelo governo do Estado, gerou críticas de ambientalistas, já que se o traçado previsto for mantido colocará abaixo mais de 400 hectares de Mata Atlântica preservada.

Entidades que atuam na área pediram vista da proposta sob a argumentação de falhas graves, mas a autorização foi dada mesmo assim. Uma das organizações que tem cadeira no Colit é a Mar Brasil. Segundo o diretor executivo da entidade, Juliano Dóbis o impacto pode ser ainda maior e chegar aos 6 mil hectares, já que mais fatores tem que ser levados em conta além da supressão da floresta.

Com aprovação de licença prévia, o Instituto Ambiental do Paraná estabeleceu uma série de condicionantes que precisam ser cumpridas para – só então – ser solicitada a licença de instalação da obra.

Conforme o governo do estado, essa licença prévia permite que se iniciem outras fases de estudos sobre os impactos da obra, que devem subsidiar a elaboração dos projetos de engenharia.

Repórter Cristina Seciuk

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