Foto: Reprodução/SMCS

Nesta terça-feira (30) o Ministério do Meio Ambiente lança em Curitiba, o Programa Lixão Zero, que visa acabar com os lixões no Brasil. A capital paranaense foi escolhida para o lançamento por ser referência na gestão de resíduos sólidos.

O município trocou os lixões por aterros em 1989, enquanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos é de 2010.

Pela nova proposta, a administração municipal pretende reduzir o uso dos aterros sanitários com a queima do lixo não reutilizável, transformando-o em energia para a indústria cimenteira instalada na cidade.

Representantes do Instituto Lixo e Cidadania que vivem da renda gerada pela reciclagem do lixo, estiveram reunidos nesta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa com os deputados, para discutir a incineração do lixo e a preocupação com a diminuição de renda caso o programa entre em vigor. Eles temem que os materiais recicláveis acabem queimados neste sistema.

Integrantes de 20 cooperativas dos catadores de Curitiba solicitaram à deputada Luciana Rafagnin a criação de um projeto de lei que proíba a incineração no Estado do Paraná e desta forma reduzir o risco de ter perdido o material de trabalho destas pessoas.

A deputada afirmou que dará encaminhamento a proposta, e destacou que em 2015 já havia apresentado projeto de lei semelhante na casa e que o mesmo foi arquivado, mas que deve ser trazido a discussão novamente.

Para Luciana Rafagnin não se pode fechar os olhos para situação destas 1.200 famílias que vivem da reciclagem somente em Curitiba.

Atualmente o lixo de Curitiba é destinado ao aterro sanitário de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. É administrado por uma empresa particular, que recebe o lixo produzido em Curitiba e em outros 23 municípios da região desde 2010.

Repórter Vanessa Fernandes