Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Com os cortes na educação anunciados pelo Governo Federal, será realizada uma audiência com o ministro da Educação, isso na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. O Senador do Paraná Flávio Arns, da Rede Sustentabilidade, participará dessa audiência e conversou com a CBN Curitiba sobre esse assunto.

CBN Curitiba: Senador, como vai ser essa audiência com o ministro da Educação? E aí eu vou direto no ponto. O corte de verbas para o ensino superior para as universidades é um dos pontos que serão levantados nessa urgência?

Flávio Arns: Existem muitos pontos importantes. Porque o ministro, como o ministro, ainda não foi na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, e é praxe que o ministro vá na comissão para colocar as ideias, os desafios ou o que ele tem só ser importante. Agora particularmente, nesse momento, É o corte que foi imposto às universidades públicas, as instituições de ensino superior do país. Isso sem dúvida vai dominar o debate. Eu estou exercendo a presidência da Comissão de Educação no Senado Federal, já que o senador Dário Berger, que é o presidente, está de licença. Então vai ser um debate importante e necessário porque as coisas não podem ficar do jeito que estão.

CBN Curitiba: Qual é o clima aguardado para essa audiência após esse anúncio do corte de verbas?

Flávio Arns: Olha, há coisas que não podem acontecer no Brasil. Eu diria, em primeiro lugar, cortar verbas da educação, seja no ensino superior, da educação básica, de hospitais universitários, de FIES…. Isso é impensável. Se a gente quer melhorar o Brasil, verbas da educação tem que estar presente e serem aplicadas de uma maneira obviamente consciente.

Agora, a segunda coisa que não deve acontecer no Brasil e que a gente tem que mudar essa prática, é fazer as coisas de cima para baixo, colocada a garganta abaixo, como o povo costuma falar. Hoje em dia, particularmente num momento de crise, a gente tem que conversar, dialogar, chegar a conclusões, chamar as universidades, ver como é que as coisas estão acontecendo, o que o ministro pensa… Então, essa unilateralidade, esse radicalismo, até fundamentalismo, é péssimo para a educação. Particularmente onde deve haver um clima de liberdade, de debate, de entendimento. (Perder isso é) ruim para o Brasil, porque a gente tem que conversar, discutir e parar com confusões,

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