Foto: Rodrigo Félix Leal
Terrazza Panorâmico

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná que investiga o suposto mau uso de verbas públicas e o funcionamento irregular de organizações não governamentais (ONGs) se reuniu nesta segunda-feira (18), após a sessão plenária, para analisar a documentação já recebida.

Até o momento, apenas a Assembleia e Ministério Público Federal responderam as solicitações feitas pelos integrantes da CPI. 

Em reunião e após o envio de requerimentos para vários departamentos dos governos Estadual e Federal para pedir a relação das Ongs que estão sendo investigadas, e com as resposta apenas da Alep e do MP, os membros da CPI decidiram convocar o secretário da Fazenda do Paraná, Renê Garcia Júnior para a próxima reunião.

O secretário da Fazenda, Renê Garcia Júnior em entrevista à CBN Curitiba na manhã desta terça-feira, disse que a convocação foi um erro de processos, e que a documentação solicitada à pasta já estava na Assembleia Legislativa, sem que os deputados da CPI tivessem conhecimento.

Os deputados querem organizar uma lista de entidades a serem investigadas e convocar os representantes para depor. No momento, eles estão solicitando junto aos órgãos competentes informações sobre as organizações, como a lista de membros e a prestação de contas.

Membro da CPI das Ongs, o deputado Rubens Recalcati (PSD) disse que o caminho tem sido a convocação através de ofício aos órgãos que detém a relação de Ongs no Paraná, e no caso do secretário da Fazenda a convocação foi feita por não ter recebido a documentação solicitada.

Quando a solicitação não é respondida, segundo Recalcati a CPI tem poder para intimar e até mesmo fazer a condução coercitiva da pessoa convocada.  

A CPI tem 120 dias para concluir os trabalhos de investigação.

Repórter Vanessa Fernandes