Foto: Reprodução/OAB
Terrazza Panorâmico

Cristiana Brittes, acusada de participação na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, estava presa desde o dia 31 de outubro do ano passado e ficou mais de 10 meses na Penitenciária Feminina de Piraquara. Ela deixou o presídio na noite desta quinta-feira (13) após decisão da juíza Luciane Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, responsável pelo processo que apura a morte do jogador.

Cristiana Brittes é esposa de Edison Brittes Júnior, que confessou ter assassinado o jogador. Ele afirma que Daniel tentou estuprar Cristiana, mas essa versão é contestada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pela Polícia Civil.

Cristiana é acusada de homicídio qualificado por motivo torpe, coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor. Uma das medidas para a autorização da liberdade provisória dela é a monitoração por tornozeleira eletrônica.

Além disso, entre as medidas cautelares para a soltura de Cristiana está o comparecimento periódico bimestral (uma vez a cada dois meses) em juízo, para informar e justificar suas atividades; Proibição de acesso ou frequência à bares e casas noturnas; Proibição de manter contato, direta ou indiretamente com testemunhas e demais partes do presente processo e proibição de ausentar-se da Comarca Curitiba sem autorização prévia.

A esposa de Edison Brittes também deve permanecer em casa das 20h às 06h e não pode sair aos finais de semana, feriados e dias de folga.

O período de monitoração eletrônica será de 90 dias, prorrogáveis por igual período, quantas vezes se fizer necessária a prorrogação.

Dos sete réus do processo, três estão em liberdade. Além de Cristiana Brittes, Allana Brittes, filha de Edison e Cristiana, e Evelyn Brisola Perusso também respondem ao processo em liberdade.

Por outro lado, Edison Brittes, David Volllero Silva, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva seguem presos.

Todos os réus foram interrogados nos dias 4, 5 e 6 de setembro, no Fórum de São José dos Pinhais e, agora, tanto as defesas dos réus, quanto a assistência de acusação e o Ministério Público devem apresentar as alegações finais ao processo. Depois disso, a juíza vai decidir se os réus vão ou não a júri popular.

Repórter William Bittar