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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ex-deputado Eduardo Cunha decidiu trocar duas testemunhas de defesa numa ação penal decorrente da operação Lava Jato. Agora, Cunha quer ouvir o ex-ministro Guido Mantega e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Em razão da dificuldade em localizar duas testemunhas arroladas anteriormente, a defesa de Eduardo Cunha decidiu fazer as mudanças. Com isso, pediu ao juiz Sérgio Moro para interrogar o ex-ministro Guido Mantega, que também é investigado na Lava Jato, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PMDB.

Segundo a defesa de Cunha, Mantega era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na época em que a estatal adquiriu um campo para exploração de petróleo em Benin, na África. O chamado “bloco de Benin” faz parte da denúncia contra Eduardo Cunha. Ele é acusado de ter recebido cinco milhões de dólares em propina desviada justamente deste contrato.

Sobre o prefeito Eduardo Paes, a defesa de Cunha alega que ele poderá esclarecer que estava com o ex-deputado no dia indicado pelo Ministério Público como sendo o de uma reunião na Petrobrás, em 2010, para acertar pagamentos de propina. Os advogados de Cunha também insistiram em interrogar três pessoas que moram na Suíça. O ex-deputado é acusado de manter os recursos ilícitos em contas secretas em bancos suíços.

O juiz Sérgio Moro já tinha negado a realização dos interrogatórios no exterior. A defesa, no entanto, reforçou o pedido e disse que as testemunhas são imprescindíveis para o julgamento da ação penal. Moro ainda não se pronunciou sobre o caso.

Repórter Tabata Viapiana

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