[wpvideo mYLWjlFq]

O exame de corpo de delito é um procedimento padrão feito com todos os presos da Lava Jato para garantir a integridade física dos investigados. Cunha chegou sem algemas, em uma viatura descaracterizada, que estava acompanhada por mais dois veículos da Polícia Federal. O tempo inteiro, o ex-deputado foi acompanhado de perto por três agentes. Havia pelo menos mais seis no local.

Muitos funcionários do IML e pessoas que trabalham em um prédio ao lado saíram na janela para acompanhar a chegada de Cunha. Ele estava de terno e camisa social, mas sem gravata. Ao ser perguntado se teria algo a falar sobre a prisão, Cunha não quis comentar a decisão do juiz Sérgio Moro e ainda desejou um “bom dia” aos jornalistas presentes no local.

Na saída do IML, alguns jornalistas ouviram o ex-deputado dizer, em voz baixa, que a prisão era “absurda”. Logo em seguida, ele retornou à carceragem da PF. Os investigadores ainda não têm previsão de quando vão interrogá-lo. Como Cunha está preso preventivamente, sem prazo para soltura, não há pressa em colher o depoimento.

A primeira noite do ex-presidente da Câmara na cadeia foi tranquila, sem incidentes. Ele está sozinho na cela, que tem cerca de 12 metros quadrados, e não tem contato direto com os outros dez investigados da Lava Jato que também estão detidos no local, como Antonio Palocci, Alberto Youssef e Marcelo Odebrecht. A carceragem da PF tem seis celas e capacidade para 18 pessoas.

Ontem, o ex-deputado já recebeu a visita dos advogados, que disseram que ele está “sereno e tranquilo”. As visitas da família acontecem sempre às quartas-feiras. Na carceragem, o contato não é direto, é feito através de um parlatório – ou seja, um vidro separa os presos dos familiares e a conversa é realizada por um telefone.

Repórter Tabata Viapiana

Deixe uma mensagem