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De acordo com o professor do curso de direito da UFPR, Marcelo Conrado, Gaudêncio é figura central de toda a polêmica envolvendo exposições pelo Brasil.

Também participam da discussão a professora de Direito Constitucional da UFPR, Estefânia Barboza, o jornalista e professor da UFPR, José Carlos Fernandes, e a professora de história da arte da EMBAP, Maria José Justino.

Gaudêncio vem para falar também sobre o mandado de condução coercitiva expedido, para que ele seja ouvido perante a CPI dos maus-tratos, do Senado Federal.

Nesta quarta feira (15), inclusive, o ministro Alexandre de Moraes barrou uma outra condução coercitiva à CPI dos Maus-Tratos, do artista Wagner Schwartz . Ele ficou pelado durante uma performance na abertura do 35º Panorama de Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). A decisão mantém, no entanto, a convocação do artista para comparecer à sessão a ser designada pela CPI, ‘garantindo-lhe o direito de ser assistido por advogado e com ele comunicar-se, além do pleno exercício do direito ao silêncio’. A CPI dos maus tratos está na pauta do evento do dia 20.

A CPI dos Maus-Tratos, do Senado, investiga supostas irregularidades e crimes relacionados a hostilidades a crianças e adolescentes no País. Mas não é só em Brasília que a polêmica virou centro das discussões entre parlamentares. No dia 9 de outubro os vereadores Thiago Ferro, do PSDB e Osias Morais, do PRB, usaram a tribuna da Câmara de Vereadores de Curitiba para criticar uma exposição que integra a programação da Bienal de Curitiba. Os parlamentares  afirmaram que a mostra de arte “Colagem Expandida” contém nudez explícita. Thiago Ferro comparou a mostra com recentes casos polêmicos envolvendo exposições artísticas, como o Queermuseu, em Porto Alegre, e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

O parlamentar reclamou que não havia qualquer sinalização de que a exposição era desaconselhável para menores desacompanhados.

O vereador Osias Morais (PRB) também falou na sessão sobre a exposição da Bienal de Curitiba.

O diretor-geral da Bienal de Curitiba, Luiz Meyer Pereira, rebateu as críticas feitas pelos vereadores Thiago Ferro e Osias Moraes sobre a exposição Colagem Expandida, que está em cartaz no Museu Metropolitano de Arte, o MuMa, localizado no bairro Portão. Esta exposição integra a mostra de arte, que é realizada em Curitiba até 25 de fevereiro.

Luiz Meyer Pereira afirma que muitos artistas que estão expondo na Bienal também utilizam a nudez como modo de expressão. O responsável pela Bienal de Curitiba afirmou ainda que as obras artísticas com nudez vêm desde o Renascimento, um dos períodos mais importantes da história da arte, e executadas por artistas como Michelangelo.

O debate com o curador da exposição Queer Museu é aberto ao público. As inscrições podem ser realizadas através pela internet, neste link. A palestra é no dia 20 de novembro, às 19h, no salão nobre do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade.

Repórter Lucian Pichetti

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