Foto: Divulgação/SESA
Terrazza Panorâmico

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou, nesta quinta-feira (28), um caso importado de febre amarela na cidade. O paciente é um homem, de 69 anos, morador de Curitiba. Ele contraiu o vírus durante uma viagem a Adrianópolis, na região do Vale do Ribeira.

Segundo a Secretaria, o idoso já recebeu alta e está sendo acompanhado. A pasta reforça que não há risco de transmissão e que a cidade segue livre da circulação do vírus.

No último verão, em janeiro de 2018, Curitiba também havia registrado um caso importado de febre amarela. Era uma paciente, de 36 anos, que havia viajado para Mairiporã, em dezembro de 2017. Ela também evoluiu bem, sem risco de transmissão e a cidade permaneceu sem circulação do vírus durante todo o ano.

Outros casos

Além do morador de Curitiba, outros quatro casos já haviam sido confirmados no Estado. Em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, e Antonina, no litoral, ambos com local de provável infecção em Guaraqueçaba; além de dois casos em Adrianópolis, classificados como autóctones, quando a infecção do vírus se dá na mesma cidade.

Ao todo, 145 casos foram notificados até a última quinta-feira (20). Destes, 80 foram descartados e 61 estão sob investigação.

Ações de prevenção
A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, entre as ações de prevenção em Curitiba está o monitoramento, pela Unidade de Vigilância de Zoonoses, dos macacos bugios e saguis. Eles costumam ser as primeiras vítimas da febre amarela silvestre. Curitiba não tem nenhum registro de macacos mortos pela infecção do vírus.

Vacina

A vacina da febre amarela é oferecida em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda à sexta-feira. Além disso, algumas unidades vêm abrindo aos sábados, de acordo com um cronograma pré-estabelecido, para oferecer a vacina.

Ao todo, mais de 700 mil pessoas foram imunizadas em Curitiba nos últimos dez anos, o equivalente a cerca de 42% da população. Só neste ano, foram aplicadas de 1 de janeiro até a última sexta-feira (22), 167 mil doses da vacina.

A vacinação de rotina da febre amarela é indicada para quem tem de 9 meses a 59 anos de idade. A dose é única – quem já tomou uma vez não precisa tomar uma segunda dose.

Pessoas acima de 60 anos, gestantes e mães que estão amamentando bebês menores de 6 meses precisam de prescrição médica para tomar a vacina. Ela é contraindicada a pessoas que estão com febre alta, com deficiência do sistema imunológico ou com histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina (como ovo e gelatina, entre outros).

Repórter Francielly Azevedo