Foto: Divulgação/SMCS

Ruas repletas de câmeras com reconhecimento facial, um verdadeiro cerco invisível. Quem escuta até pensa que é algum enredo de filme ou série fictícia. Mas o projeto Muralha Digital não tem nada de ficção e está prestes a ser implantado em Curitiba.

São 280 câmeras espalhas pela cidade com a capacidade de reconhecer facialmente quem é capturado pelas lentes. Além disso, os veículos também poderão ser identificados  – tudo em tempo real.

Segundo o secretário de Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel, o projeto custará R$ 35 milhões aos cofres da capital e facilitará o trabalho das equipes de segurança.

O sistema também poderá ser programado para emitir alertas de segurança para a viatura mais próxima. Como por exemplo, caso uma pessoa foragida da Justiça passe pelas lentes.

O programa inteligente faz todo o trabalho de identificação de pessoas e veículos de forma autônoma.

A ideia é que no futuro, após a etapa inicial, a “Muralha Digital” seja integrada com radares e câmeras de imóveis particulares.

Para escolher onde será instalado cada equipamento, a Prefeitura vai utilizar o “Mapa do Crime”. Dessa maneira, as vias com maior movimentação de veículos, como as áreas de acesso à cidade, comportarão equipamentos de identificação de veículos. Já os locais com grande fluxo de pedestres contarão com as câmeras de reconhecimento facial.

A prefeitura deve fazer uma licitação internacional para definir a empresa que vai fornecer os equipamentos e softwares de inteligência. A previsão é que o projeto esteja funcionando em até seis meses.

Repórter Francielly Azevedo

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