Foto: Divulgação/SMCS

Apesar de ter fama de carrancuda e cinzenta, Curitiba já provou que está na dianteira em iniciativas alternativas ao abastecimento tradicional. Ganhou recentemente seu terceiro empreendimento autossuficiente, ou seja, que não depende da concessionária pois produz toda a energia que consome. Contando com ele são cinco no estado de um total de sete espalhados por todo país.

A declaração é de Guido Petinelli, diretor da empresa cuja sede em Curitiba recebeu recentemente o selo Zero Energy. É também responsável pela consultoria para a certificação de todas as outras edificações que conseguiram a chancela no estado, a partir da comprovação do consumo zero de energia, alcançado pela combinação de eficiência energética e geração de energia por fontes renováveis.

De acordo com Petinelli, a autossuficiência não é mais uma promessa, mas garantia de resultado.

O prédio em questão é um galpão de quase 400 m² que abriga escritórios, salas de reunião e demais estruturas que utilizam energia gerada por painéis fotovoltaicos instalados no telhado.

E para quem tem empresa ou mesmo mora no Paraná e tem interesse, mas também dúvidas sobre se vale ou não a pena investir nesse tipo de equipamento, a resposta já está pronta. O Mapa Solar, disponibilizado pela Copel em parceria com o Simepar, reúne dados sobre a radiação solar, umidade e temperatura em todos os pontos do Paraná, quem conta é Ricardo Rothstein, superintendente da Companhia.

A ferramenta permite estimar qual é a potência necessária para atender a demanda daquele comércio, casa ou fábrica. Para isso é necessário marcar a localização, inserir o consumo médio de energia da unidade consumidora e selecionar a categoria tarifária (dados que constam da conta de luz). Se a opção for por instalar o sistema, basta levar as informações a uma empresa especializada para iniciar o projeto.

As informações podem ser consultadas em solar.copel.com.

Ainda na esteira das novidades, foi apresentado nesta quarta (07) o primeiro carro elétrico 100% fabricado em Curitiba. O veículo é projeto de quase dois anos do engenheiro eletricista Milton dos Santos Jr, desenvolvido com a ajuda de uma empresa local que fabrica buggys e que ajudou o empreendedor a superar dificuldades na parte mecânica do projeto.

O buggy elétrico tem quatro versões que variam conforme a autonomia de bateria, que permite rodar de 120 a 500 quilômetros antes da recarga. Segundo o engenheiro, atualmente a unidade mais barata sairia por R$ 99 mil e a busca agora é por investidores para ganhar escala e alcançar preços mais competitivos. Quando esse processo começar, os buggys elétricos devem ganhar as ruas, em um projeto de compartilhamento de veículos.

A expectativa é colocar o buggy elétrico 100% curitibano para rodar pela cidade em 2019, mas antes disso ele vai ter um passageiro especial neste fim de ano: segundo o prefeito Rafael Greca, o veículo será usado para os passeios do Papai Noel da cidade pelo calçadão da XV de Novembro.

Repórter Cristina Seciuk