Foto: Reprodução/SMCS

Os acolhimentos de pessoas em situação de rua foram reforçados pela Fundação de Ação Social (FAS) desde o dia 2 de julho. No último sábado (6), madrugada mais fria do ano, os termômetros registraram -1ºC, com sensação térmica de – 4ºC. O serviço da FAS foi ampliado, justamente, em função da previsão de baixas temperaturas.

Na madrugada desta segunda-feira (8), um homem foi encontrado morto pela Polícia Militar em rua do bairro Boa Vista. Ele foi encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu. A causa da morte e a identidade do rapaz estão sob investigação. A suspeita é que ele tenha morrido por hipotermia.

De acordo com a FAS, durante as abordagens, quatro pessoas precisaram ser encaminhadas para unidades de pronto atendimento por estarem bastante debilitadas e outras cinco precisaram do atendimento do Samu por estarem com risco de hipotermia.

Conforme Vanessa Resquetti, coordenadora de Resgate Social da FAS, as equipes trabalharam com capacidade máxima nas unidades.

Segundo a coordenadora da FAS, das 1.115 pessoas abordadas entre o dia 2 até essa segunda-feira (8), mais da metade não aceitou ir para um abrigo.

A maioria dos acolhimentos é feita de maneira espontânea, ou seja, quando o morador de rua procura um abrigo. Desde o dia 2 de julho, 2.333 pessoas foram até um local de acolhida.

A FAS também ampliou o horário de recebimento. Todas as casas de passagem recebem o público até as 23h, duas horas a mais que em dias normais.

Nos abrigos são oferecidos banho quente, roupa limpa, cama com cobertores e alimentação, no jantar e café da manhã.

A FAS também conta com o apoio de voluntários para o atendimento da população de rua.

Entre as pessoas que receberam acolhimento, nove tinham cães de estimação e foram abrigadas nas casas de passagem Jardim Botânico e Bairro Novo, que possuem canis.

Quem observar alguém em situação de rua, pode ligar para o telefone 156, que as equipes de acolhimento vão até o local.

Com colaboração de Karina Bernardi, repórter Francielly Azevedo