Foto: Francielly Azevedo

Glitter, serpentina, alegria e muita música. Quem foi até a Marechal Deodoro, neste sábado (2), pôde comprovar que Curitiba tem Carnaval, sim, senhor!

A folia começou durante a tarde com um baile infantil, pra mostrar pra criançada desde cedo o que é ter samba no pé.

De super herói a bailarina, tinha de tudo. Vestidos a caráter, os pequenos invadiram a rua, que virou passarela do samba durante o feriado.

A analista comercial, Yara Thurler, foi com o marido e o filho Henrique, de seis anos. Carioca da gema, ela veio do Rio de Janeiro morar em Curitiba em julho do ano passado. É o primeiro Carnaval longe do Rio.

Uma festa democrática, pra todas as idades. O que mais se via eram as famílias reunidas aproveitando a folia. O vendedor Giovane Rodrigues mora no Umbará e reuniu um grupo de 12 pessoas pra curtir a folga com tudo o que tinha direito.

O ponto alto dos blocos foi a passagem do Rancho das Flores. Formado por 300 idosos, o grupo levou energia para a passarela com a marchinha em homenagem à Helena Kolody.

Dona Cecília Moreira, de 78 anos, foi responsável por carregar a fotografia da poetisa estampada na fantasia.

Marilene Pedroso estava no bloco acompanhando a mãe de 87 anos, que mesmo doente, foi desfilar.

O casal Marisa Lisboa, de 74 anos, e Vitor Lisboa, de 77 anos, carregou o estandarte do Rancho das Flores pela Marechal. Eles desfilam juntos há 15 anos, mas a parceria na vida já passa dos 50 anos. Na arquibancada, quatro filhos, cinco netos e duas bisnetas acompanharam o entusiasmo dos dois.

Os blocos abriram passagem para as escolas de samba do grupo especial da capital. Enamorados do Samba, Leões da Mocidade, Imperatriz da Liberdade, Acadêmicos da Realeza e Mocidade Azul fecharam a noite carnavalesca de Curitiba.

Repórter Francielly Azevedo