Foto: Vanessa Fernandes

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) fez um ato de desagravo contra as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que envolvem a operação Lava Jato.

O ato foi realizado na tarde deste sábado (16), na sede do Ministério Público Federal (MPF), no Paraná. Durante coletiva de imprensa os procuradores criticaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de encaminhar à Justiça Eleitoral as ações relacionadas a caixa dois de campanhas eleitorais. A suspensão do acordo que previa a criação de um fundo para a gestão dos recursos devolvidos pela Petrobrás também foi alvo de críticas.

O procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol afirmou que nunca houve tanta pressão em cima da Lava Jato.

O procurador explicou aos jornalistas que sem o acordo os recursos dificilmente retornarão ao Brasil.

Deltan Dallganol falou sobre a decisão da última quinta-feira, de encaminhar à Justiça Eleitoral parte dos processos da Lava Jato que envolvem crimes de caixa dois e que, até então, eram julgados pela Justiça Federal.

No fim do ato, o procurador pediu para que a população se manifeste em defesa da operação Lava Jato.

Com informações de Vanessa Fernandes, repórter Karina Bernardi

Atualizado às 9h20 de segunda-feira (18):

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), emitiu uma nota na última semana, antes mesmo da votação no STF, na qual afirma que a magistratura brasileira é composta de mais de 18 mil juízes e todos eles agem com absoluta imparcialidade e independência e que é inadmissível que se levante dúvidas em relação à imparcialidade do poder judiciário, em especial a Justiça Eleitoral que tem juízes qualificados, preparados, independentes e responsáveis.

A nota diz ainda que o combate à corrupção é compromisso de todos os juízes que têm cumprido de maneira exitosa os compromissos constitucionais e legais.