Edison-Brittes
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Terrazza Panorâmico

O último réu preso no processo que apura a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, pode deixar a prisão. Nesta segunda-feira (2), a defesa de Edison Brittes Júnior, autor confesso da morte de Daniel, entrou com um pedido solicitando a substituição da prisão preventiva pela liberdade sob utilização de tornozeleira eletrônica. Atualmente, ele está preso na Casa de Custódia de Curitiba.

No documento juntado ao processo, os advogados de Brittes afirmam que “claramente está sendo mantida como forma de potencial punição antecipada ou de castigo a ser aplicado pela pretensa autoria do fato principal narrado na denúncia”.

Além disso, a defesa afirma que a fase dos depoimentos já foi encerrada e Brittes não oferece nenhum risco ao andamento do processo.

Edison Brittes Júnior é réu por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

Além de Brittes, mais seis pessoas são rés no processo que investiga a morte do jogador. Cristiana Brittes, esposa de Edison, Allana Brittes, filha do casal, David Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique da Silva e Evellyn Brisola Perusso.

O processo está na fase das alegações finais dos advogados de defesa. Tanto o Ministério Público do Paraná (MP-PR) quanto a assistência de acusação já pediram o júri popular de todos os acusados.

A defesa de David Vollero e Ygor King foi a primeira a apresentar as alegações finais. O advogado Rodrigo Faucz solicitou à juíza do caso que a acusação de homicídio deles seja convertida em lesões corporais, uma vez que eles admitiram que participaram das agressões no interior da casa da família Brittes, mas a ação homicida foi decidida e executada exclusivamente por Edison Brittes, “que agiu à revelia dos demais ocupantes do automóvel”.

O Caso

Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto no dia 27 de outubro do ano passado em um matagal na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais.

O jogador foi assassinado depois de ter participado de uma festa na casa da família Brittes, que aconteceu após o aniversário de 18 anos de Allana, comemorado em uma casa noturna de Curitiba.

Edison Brittes afirmou que matou Daniel porque o jogador tentou estuprar a mulher dele. Para o Ministério Público e para a Polícia Civil, a tentativa de estupro não aconteceu.

Após a apresentação das alegações finais de todas as partes, a juíza Luciane Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, vai decidir se os réus vão ou não a júri popular.

Repórter William Bittar