A defesa da família Brittes, envolvida na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, questionou pontos apresentados pela promotoria do Ministério Público do Paraná na denúncia criminal oferecida na última terça-feira (27).

O promotor de Justiça, João Milton Salles, denunciou sete pessoas por envolvimento no crime. Edison Brittes e os outros três jovens que estariam no carro com ele foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor.

O advogado Claudio Dalledone Júnior, que defende Edison, Cristiana, esposa do comerciante, e Allana, filha do casal, disse que foi Daniel quem “construiu um homicida” ao deitar-se na cama do casal no dia do crime. Para o defensor, a denúncia é a “melhor peça de defesa” que um acusado poderia ter ao usar o termo “justiçamento”.

Cristiana Brittes foi denunciada por homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor.

Para o promotor, o envolvimento de Cristiana no homicídio foi ter “orientado os autores a prosseguirem com o justiçamento do jogador” fora da casa.

Para Dalledone, o Ministério Público errou ao imputar o crime de homicídio à Cristiana, que, segundo a alegação da defesa, foi vítima de uma tentativa de estupro.

Além dos sete denunciados, uma adolescente também foi responsabilizada por ato análogo a fraude processual por ter ajudado a limpar os vestígios de sangue da casa. Ela responderá no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Daniel foi morto no último dia 27 de outubro, na Colônia Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Repórter Francielly Azevedo