Foto: EBC
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Em cima da hora, a defesa do ex-presidente Lula desistiu de quatro testemunhas que tinham interrogatórios marcados para a manhã desta terça-feira, incluindo o senador Romero Jucá e o ex-ministro Aldo Rebelo. A petição de cancelamento do depoimento de Jucá foi anexada ao processo às 21h37 desta segunda-feira. A justificativa é de que o interrogatório do senador abordaria questões que já foram esclarecidas por outras testemunhas e documentos.

Portanto, na audiência de hoje, das cinco testemunhas previstas, apenas o ex-ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage Sobrinho, prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro por videoconferência com Brasília. Ele falou longamente sobre as medidas adotadas pela CGU para combater a corrupção no país e disse que sempre teve apoio de Lula.

Houve um princípio de discussão entre o Ministério Público Federal e a defesa do ex-presidente. Depois que Jorge Hage Sobrinho admitiu a existência de falhas no controle e fiscalização da Petrobras, o procurador Roberson Pozzobon perguntou se, em algum momento, ele comunicou as deficiências a Lula. Hage Sobrinho confirmou que discutiu o assunto com o ex-presidente. O MPF quis saber, então, se Lula adotou alguma medida para aperfeiçoar as ferramentas de controle. Foi quando a defesa interrompeu o procurador.

O ex-presidente também desistiu de interrogar outras testemunhas, como os ex-ministros Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini e o deputado federal Henrique Fontana, do PT. A Lava Jato aponta Lula como o comandante máximo do esquema de desvios da Petrobras. A acusação é de que ele teria se beneficiado com R$ 3,7 milhões em propina paga pela OAS através do armazenamento de bens do acervo presidencial e a compra e reforma do triplex no Guarujá.

Ainda nesta terça-feira, será realizada a primeira audiência da ação penal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele é acusado de receber R$ 2,7 milhões em propina da Andrade Gutierrez. O juiz Sérgio Moro vai interrogar, ao longo da tarde, três executivos da construtora como testemunhas de acusação.

 

Repórter Tabata Viapiana

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