Foto: Francielly Azevedo
Terrazza Panorâmico

Na ação, Richa é investigado em um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.

O ex-governador é acusado por corrupção passiva e fraude a licitação.

Na petição protocolada no dia 19 de julho, o advogado Walter Bittar afirma que a ação deve ser julgada na Justiça Eleitoral. Atualmente, o processo está sob responsabilidade do juiz José Daniel Toaldo da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

O pedido foi direcionado para o ministro Gilmar Mendes, que detém a relatoria dos casos envolvendo a Operação Rádio Patrulha. Foi Mendes que determinou a soltura de Beto Richa, quando ele foi preso em setembro de 2018, dentro da operação.

A defesa alega que o pedido de deslocamento da competência, no entanto, não significa assumir que os crimes aconteceram, apenas que, na forma narrada na denúncia pelo Ministério Público a competência está equivocada.

Além do ex-governador Beto Richa, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística e irmão do ex-governador, Pepe Richa, e mais 11 pessoas respondem a essa ação penal.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema envolve mais de R$ 100 milhões pagos a empresas investigadas.

As audiências do processo estão marcadas para iniciar no mês de agosto.

Repórter William Bittar