Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

A defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB), réu em três processos da Operação Quadro Negro, que apura desvios de mais de R$ 20 milhões em verbas que seriam destinadas para construção e reformas de escolas públicas no Paraná, entre 2012 e 2015, solicitou à Justiça que devolva os objetos pessoais do ex-governador apreendidos em março.

Richa foi preso no dia 19 de março e foi solto no dia 04 de abril, após uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná.

Segundo o documento protocolado na Justiça, os objetos levados são de uso pessoal e não têm relação com os fatos investigados na ação penal em que o ex-governador é réu.

Entre os itens apreendidos no quarto de Richa estão jóias, relógios, óculos de sol, canetas e abotoaduras.

Além disso, a defesa argumenta que a investigação ainda está em fase inicial e os danos supostamente causados ainda não foram calculados.

No documento, os advogados do ex-governador ressaltam que o próprio Ministério Público do Paraná (MP-PR) reconheceu que os bens pessoais não estão relacionados às práticas ilícitas.

No começo do mês, o MP-PR solicitou o leilão dos bens apreendidos na casa do ex-governador. No documento, os promotores do Ministério Público do Paraná, reforçam que “longos períodos sem a utilização destes itens podem causar avarias, como, por exemplo, o ressecamento das engrenagens, polias e dos tubos que armazenam tinta (no caso das canetas)”, sendo “necessária a sua alienação cautelar antecipada para evitar maiores prejuízos a todos os envolvidos”.

Na época do pedido de leiloar os objetos, a defesa de Richa considerou que “o pedido de alienação antecipada ilógico, materialmente falso e teria o objetivo de atingir Beto Richa de forma pessoal, devido ao valor sentimental dos itens”.

O pedido de ressarcimento dos bens será analisado pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba.

Repórter William Bittar