Foto: Reprodução / Todos Por Tatiane

Os advogados que defendem o professor Luis Felipe Manvailer, acusado pela morte da esposa Tatiane Spitzner, em Guarapuava, na região central do estado, apresentaram a defesa da denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná.

Eles reforçaram o pedido para que a juíza Paola Mancini julgue improcedente a nova denúncia de que o réu matou Tatiane ainda dentro do apartamento e depois jogou o corpo pela sacada do quarto andar do prédio onde moravam, na madrugada do dia 22 de julho.

Segundo a defesa, “os fatos não estão adequadamente descritos, o que dificulta o exercício da ampla defesa”.

Nesta segunda-feira (22), o crime completa três meses, tempo em que o acusado também está preso, após ser detido enquanto tentava fugir para o Paraguai com o carro da vítima.

Os advogados também voltaram a criticar os prints de uma suposta conversa que Tatiane Spitzner teve com uma amiga via aplicativo de mensagens do celular. A defesa pediu uma perícia dessas conversas.

No documento anexado ao processo, na última sexta-feira (19), a defesa afirmou que “Luis Felipe Manvailer é inocente de todas as imputações lançadas contra si”, portanto, pediram que a Justiça rejeite a denúncia.

Com relação ao pedido da defesa, o Ministério Público do Paraná informou que “os crimes imputados na denúncia” estão “embasados em provas produzidas na investigação”.

Manvailer foi acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além de cárcere privado e fraude processual.

Ele segue detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG).

Repórter William Bittar