Foto: Arnaldo Alves / ANPr

A defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB) pediu que o processo que apura o crime de lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Integração, seja encaminhado para a Justiça Eleitoral. O pedido foi feito nesta quarta-feira (27).

O documento solicita que a Justiça Federal seja declarada “incompetente” para julgar o processo. Além do ex-governador, também são réus nesta ação a ex-primeira-dama Fernanda Richa, o filho do casal, André Richa, e o contador da família, Dirceu Puppo Ferreira.

O pedido foi feito após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que crimes comuns relacionados à Caixa 2 e lavagem de dinheiro devem ser encaminhados para julgamento na Justiça Eleitoral, dessa forma, o processo sairia da 23ª Vara Federal de Curitiba.

De acordo com o documento, o pedido de incompetência se dá “uma vez que o crime apurado no presente feito consiste em lavagem de ativos de valores – em tese – oriundos de doações eleitorais via caixa 2, o que atrai a competência Justiça Eleitoral, impondo-se ainda a declaração de nulidade dos atos decisórios, conforme o Código de Processo Penal”.

Neste processo, Beto Richa, Fernanda Richa, André Richa e Dirceu Puppo são réus no um processo que investiga um esquema de propina em contratos de pedágio no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o quarteto teria promovido a lavagem de dinheiro na compra de um terreno localizado dentro de um condomínio em Curitiba. A negociação do imóvel ocorreu no ano de 2012 e o MPF afirma que o valor total da compra foi de R$ 1,950 milhão, mas que na escritura aparece o valor de R$ 505 mil.

Richa está preso no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde o dia 19 de março, em outra investigação. Ele foi detido na Operação Quadro Negro, acusado de ser líder de um esquema criminoso que desviou, pelo menos, R$ 20 milhões que eram destinados para construção e reformas de escolas públicas no Paraná.

Repórter William Bittar