Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O juiz Sérgio Moro retoma na tarde de hoje as audiências do segundo processo da Lava Jato contra o ex-presidente Lula. A partir das 14h, três delatores devem ser ouvidos como testemunhas de acusação: o ex-senador Delcídio do Amaral, que era filiado ao PT até ser preso em novembro de 2015, além dos executivos Augusto de Mendonça Neto, da Toyo, e Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa.

No processo, Lula é acusado de receber propina da Odebrecht através da compra de um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo, e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo. No total, a propina envolvida nos dois negócios seria de quase R$ 13 milhões, segundo o Ministério Público.

As audiências com testemunhas de acusação seguem até o dia 07 de junho. Outros 12 delatores ainda serão ouvidos, incluindo o doleiro Alberto Youssef, os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, e o ex-gerente da estatal, Pedro Barusco. Em depoimento a Moro no último dia 10, Lula ironizou e criticou a atuação de Barusco no esquema de corrupção da Petrobras.

Ao saber que Barusco devolveu 97 milhões de dólares no acordo assinado com o Ministério Público, Lula respondeu da seguinte maneira e ainda afirmou que não conhecia o ex-gerente.

Entre os delatores da Odebrecht, cinco foram convocados pelo Ministério Público para prestarem depoimento na ação contra Lula, incluindo o patriarca da família baiana, Emílio Odebrecht. Nos depoimentos da colaboração, Emílio afirmou ter uma relação de proximidade com Lula. Ele disse que a empresa usou dinheiro de propina para bancar despesas pessoais do ex-presidente, como reformas no sítio de Atibaia, pagamentos de palestras e a compra do terreno para o Instituto Lula.

O executivo também contou aos investigadores que tratava de doações eleitorais para o PT diretamente com Lula. Em certo momento, segundo Emílio, o grupo político do ex-presidente aumentou os pedidos por dinheiro e também os valores exigidos. Ele usou a expressão “o pessoal do Lula está com a goela muito aberta”.

A partir do dia 12 de junho, Moro começa a ouvir as testemunhas de defesa. É nesse processo que Lula convocou 87 pessoas, gerando mais uma polêmica entre o ex-presidente e o juiz. Para evitar depoimentos desnecessários e protelatórios, Moro determinou que Lula acompanhasse pessoalmente as 87 audiências. O petista recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, que reverteu a decisão de Moro, ou seja, Lula não precisa vir a Curitiba para assistir a todos os depoimentos de defesa.

Porém, as 87 testemunhas foram mantidas. Já há audiências marcadas até 12 de julho. Em alguns casos, até 15 pessoas serão ouvidas num mesmo dia. O objetivo de Moro é evitar que o julgamento se arraste por muito tempo.

Repórter Tabata Viapiana

1 Comentário

  1. A LEVAR EM CONTA O ANDAR DA CARRUAGEM PENSO QUE NENHUMA LEI DEVERÁ SER PROMULGADA DE AGORA EM DIANTE; SÃO VENDEDORES DE LEIS; QUEM NÃO DUVIDA QUE ESSAS TAIS REFORMAS NÃO FORAM VENDIDAS E POR ISSO ESSA REFORMOMANIA? TEMPOS ATRÁS SE FALAVA, POR ACASO EM FAZER COVARDIA TAMANHA COM O TRABALHADOR? POR QUE ISSO A PARTIR DO NADA? SÓ PELO FATO DO NOSSO PRESIDENTE NÃO SER ACEITO VAMOS APROVEITAR E USAR OS MEIOS MAIS SÓRDIDOS A TROCO DE FALSA CATÁSTROFE. CATÁSTROFE SERÁ SE CONTINUAREM O “PRESIDENTE E O CONGRESSO VENDEDOR”, OK?

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