Nesta segunda-feira, o procurador federal Deltan Dallagnol defendeu a imparcialidade da força-tarefa Lava Jato e disse que a operação acusou políticos e pessoas ligadas a diversos partidos.

A manifestação é feita depois do vazamento de mensagens do aplicativo Telegram. Elas são atribuídas a procuradores da Lava Jato em Curitiba. Entre eles Deltan Dallagnol, e o atual ministro da Justiça Sérgio Moro, que na época era juiz. 

As mensagens foram publicadas no domingo à noite, pelo site “The Intercept”.

No vídeo, Dallagnol diz que é normal a comunicação entre juízes e procuradores ocorrer sem a presença da outra parte.

Ele afirmou que o Ministério Público Federal teve processos recusados. E que entre as pessoas denunciadas pelo MPF, Moro absolveu 54. 

Dallagnol falou também sobre o processo no qual o ex-presidente Lula foi condenado em 2018, referente ao triplex do Guarujá. Ele disse que “as provas do caso triplex embasaram a acusação porque eram robustas”.

De acordo com o procurador, “tentar imaginar que a Lava Jato é uma operação partidária é uma teoria da conspiração que não tem base nenhuma”.Ainda segundo ele, “só a Lava Jato em Curitiba acusou políticos e pessoas vinculadas ao PP, ao PT, ao PMDB, ao PSDB, ao PTB… e só a colaboração da Odebrecht nomeou 415 políticos de 26 diferentes partidos”.