Foto: Facebook Deltan Dallagnol

Em entrevista ao Jornal da CBN, na manhã desta quarta-feira (15), o procurador e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol afirmou que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski “formam uma panelinha” que “dão habeas corpus” e que “sempre tiram tudo de Curitiba”.

A avaliação foi feita após os três ministros decidirem retirar da capital paranaense e transferir para a Justiça Federal, em Brasília, novos trechos de depoimentos da empreiteira Odebrecht que citam o ex-presidente Lula, preso desde o dia 07 de abril, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Além disso, Deltan também criticou outra decisão do Supremo, de que uma denúncia baseada apenas em delação premiada não pode ser recebida. O procurador ressaltou que, de modo geral, a força-tarefa jamais busca uma acusação com base na palavra de um colaborador.

Deltan falou ainda sobre as propostas apresentadas por vários candidatos nas eleições de 2018, mas lembrou que muitas medidas de combate à corrupção, apresentadas no Congresso Nacional, foram barradas.

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato ainda reforçou que a decisão do STF é uma palavra preliminar e não é um juízo definitivo, portanto não afeta a competência da força-tarefa, pois já foram coletadas mais provas, mais informações e o caso, envolvendo o ex-presidente, deve continuar em Curitiba.

Repórter William Bittar

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